sábado, 12 de abril de 2014

E é de Abril o céu





Um sábado sisudo

Intermitentes
alguns pingos de chuva
de gentil sutileza
lapidam
vez ou outra
o silêncio

Nenhuma voz
nenhum vento atrita
a impassível opacidade
do cinza

Do outro lado do tempo
não há relógio
para marcar as horas


Abril, 12 de 2014
Fotografia, Sidarta

6 comentários:

  1. M A R L E N E ,

    é de abril, mas só não abriu o azul desejável de um céu azul de brigadeiro.

    Mas afinal,não é sempre possível também, tantos reluzes.

    As opacidades ocupam situações nos quais o cinza predomina e com ele o silêncio.

    Faz parte!

    Existem momentos,existem cores,existe ...o amanhã.

    Aposto sempre no amanhã.

    Uma abração carioca.

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  2. Lindo!! Parabéns...!
    Sou uma admiradora de suas palavras!
    Citei seu blog em uma postagem minha... espero que não se incomode!
    Um abraço!

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  3. Excelente poema.
    Não vinha aqui há muito tempo, mas vejo que continuas a fazer bons poemas.
    Querida amiga Marlene, bom resto de feriado e bom fim de semana.
    Beijo.

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  4. a chuva a delapidar silêncios enquanto tudo passa nesta vida em que tanto apostamos e em que quase tudo perdemos...

    beijinho, marlene!

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  5. Há sábados assim.
    Mas depois de um dia sisudo, vem outro alegre...
    Gostei de reler o teu poema, mas vim à procura de mais...
    Bom resto de semana, querida amiga Marlene.
    Beijo.

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  6. voar para lá da vidraça do óbvio


    abraço.

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