domingo, 5 de fevereiro de 2012

Anônimo Sax




Manhã de sábado:
um som de sax
da casa ao lado -
abrupto,

irrompe o ar.
Abro a janela
e os cômodos todos da casa
dormem.

Esqueço o armário de louça
aberto;
estupefatos,
ruídos cessam

e a rua
nua
veste-se de acordes,
enche de graves
tons do sax

a muda manhã.



Fevereiro, 4 de 2012
(Imagem: fotografia de Marlene Edir Severino)


7 comentários:

  1. Som que ilustra o dia.Lindo poema, beijos

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  2. acordei abrupta
    nesse acorde bruto
    e singelo de soar distante
    onde minha tez não iluminou o dia
    e nem meu semblante compreendeu as notas
    que o vizinho ao lado
    tocou em cor, no por, de sol de lua...
    de coração.

    Meu carinho,
    am

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  3. a vida e todas as suas circunstâncias. e a tela tinge-se com os matizes de cada fibra de pó.

    beijinho!

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  4. "...os cômodos da casa dormem"
    - Dormem para sonhar vestindo as cores dos poemas. No silêncio, ouvem flores e manhãs.

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  5. O enredo dos pássaros,
    soa como canto do sax,
    é belo e vangloria a
    Manhã.


    Fico a seguir,
    Paz!

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  6. Venho deixar um abraço imenso e retribuir o carinho, seja por tantos anos, ou por alguns dias. Mas principalmente, pela troca e bonitezas que surgem e dos amigos que conquistamos e que no fundo, no fundo, não são tão virtuais assim...

    Tem um presente pra você aqui: http://samarabassi.blogspot.com/2012/03/vasto-coracao.html

    Espero que se sinta num abraço e que goste.
    Deixo o meu carinho,
    Sam.

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