domingo, 1 de maio de 2011

Água Viva





Domingo.

O dia se desprende,
vagarosamente escapa
pelas beiradas da espera,

água viva
lenta, solta no mar
da Praia Brava.

Bocejo
do teu insonoro e desolado
falar sem palavras:
sem corpo, sem cheiro
sem pele,

nem espero.
Acho que não quero mais.


(Imagem: Aquarela de Marlene Edir Severino)
Maio, 01 de 2011

3 comentários:

  1. me espreguiço
    articulando os pensamentos
    nesse ar mais leve
    e dominical
    nesse instante breve
    e quase marginal de se entreter no nada
    de se queimar as mõs
    estourando pipoca pras crianças.
    me queimei foi a pele nessa leveza de mergulhar rasante
    num sorriso
    nesse instante
    de esperar além
    esparramar vai e vens
    das águas e marés
    do que se é
    e se levante
    se faz morada
    nessa beirada de ontens e de depois
    permaneço
    viva em mim
    desaguando sonhos
    sem estremecer a realidade.

    Que lindo e relaxante seu escrito, querida.
    Gostei demias.
    Meu carinho,
    Samara Bassi.

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  2. Maio chegou...
    ...mais abril...
    ...continua intenso...
    nas tuas poesias
    Lindo Lene! Um milhão de beijos e obrigado por ligar pra mim ontem a noite.

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